Cirurgia dos tumores da cabeça e pescoço

1. Quais as partes do corpo que são tratadas pela especialidade denominada Cirurgia de Cabeça e Pescoço?

Os cânceres de cabeça e pescoço podem afetar as glândulas salivares, parótida (glândula da caxumba), tireóide e paratireóide. Eles também se manifestam por meio de nódulos ou tumores no pescoço, face, pele da face e couro cabeludo, boca, língua, gengiva e garganta (laringe e faringe).

2. Quais são os sintomas dos cânceres de cabeça e pescoço?

Na tireóide, a presença de nódulos é o principal sintoma, especialmente quando crescem rapidamente ou estão associados à dor ou rouquidão. Nas demais localizações, os sinais de alerta são: afta que não cicatriza por mais de 15 dias; manchas brancas na mucosa oral; nódulo na língua (tipo verruga) que dói; sensação de espinho na garganta ou dor contínua, que dificulta a ingestão dos alimentos; alteração persistente da voz (rouquidão por mais de 15 dias); nódulo que aumenta de volume progressivamente no pescoço ou na face; sangramentos ou obstruções nasais; dores constantes no ouvido. A perda de apetite, falta de ar associada a respiração ruidosa, emagrecimento, desânimo, alterações de humor e insônia ou excesso de sonolência são sintomas inespecíficos que podem estar relacionados com alguma doença acima e deve ser examinados.

3. Quem está mais vulnerável aos cânceres de cabeça e pescoço?

Os diversos tipos de câncer de cabeça e pescoço são mais freqüentes na população com os seguintes perfis: fumante (além do cigarro, o hábito de mascar tabaco é altamente maléfico); pessoas que ingerem bebidas alcoólicas assiduamente (mesmo as que não são consideradas quimicamente dependentes), especialmente as destiladas de origem duvidosa; pessoas com predisposição genética (casos pregressos na família); homens com idade acima de 40 anos (pelo fato de se exporem com mais freqüência ao fumo, às bebidas e serem menos cuidadosos com sua higiene bucal); pessoas em geral que não estão atentas à sua higiene bucal; aqueles que se expõem indevidamente ao sol e às radiações.

4. As crianças e adolescentes podem desenvolver algum tipo de câncer de cabeça e pescoço?

Sim. Porém, as crianças que desenvolvem esse tipo de câncer apresentam doenças congênitas (desde o nascimento). Elas podem ter nódulos de origem maligna, o que é raro. Os adolescentes também podem manifestar doenças congênitas tardiamente, mas nessa faixa etária é importante prestar atenção aos meninos, que podem apresentar sangramento nasal decorrente de tumores.

5. Há mais probabilidades de se desenvolver algum tipo de câncer de cabeça e pescoço de acordo com o sexo?

As mulheres estão mais vulneráveis às doenças da tireóide e os homens, na fase adulta, mais expostos aos riscos do câncer na boca e na garganta (em conseqüência do fumo, da ingestão de bebidas alcoólicas e de menor atenção à higiene bucal).

6. Qual é a incidência dos cânceres de cabeça e pescoço?

Os cânceres de cabeça e pescoço representam de 5% a 10% dos casos de câncer diagnosticados. Veja mais detalhes de incidência em Doenças da Tireóide, Câncer de Boca e Câncer de Garganta.

7. Quais são as chances de cura?

Se detectados na fase inicial, os cânceres de cabeça e pescoço, em geral, apresentam até 90% de chances de cura. Os de tireóide são ainda mais animadores, podendo chegar a 95%, embora possam ser bastante agressivos nas pessoas com mais de 45 anos de idade. Veja mais detalhes de prognóstico (chances de cura) em Doenças da Tireóide, Câncer de Boca e Câncer de Garganta.

8. Como é o tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço?

O câncer de tireóide normalmente é tratado por meio de uma cirurgia para a retirada da mesma e, em alguns casos, completa-se o tratamento com aplicações de iodo radioativo. Os demais tipos são tratados, com freqüência, com cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, ou a combinação dessas três técnicas, de acordo com cada caso. Os tratamentos quase sempre exigem equipes multidisciplinares envolvendo o cirurgião de cabeça e pescoço, oncologista, radioterapeuta, endocrinologista, fonoaudiólogo, psicólogo, nutricionista, dentista e outros especialistas. Veja mais detalhes de cada tratamento em Doenças da Tireóide, Câncer de Boca e Câncer de Garganta.

9. Como é possível prevenir os cânceres de cabeça e pescoço?

A melhor estratégia preventiva é não fumar e não ingerir bebidas alcoólicas . Além disso, é importante que se tenha uma atenção especial com a higiene bucal e com próteses dentárias mal adaptadas. A realização do auto-exame da boca e auto-exame de tireóide, embora não seja uma medida preventiva, é importante para a detecção precoce de qualquer lesão nessa região. Infelizmente, a maioria dos cânceres de boca e garganta são diagnosticados e tratados em estágios avançados, o que diminui muito as chances de cura.

10. O câncer de garganta e de boca é hereditário?

Os cânceres das vias aéro digestivas altas estão mais relacionados com a exposições a fatores externos como cigarro, álcool e má higiene oral do que fatores hereditários já que são raros os casos familiares e de crianças. A suscetibilidade genética ao câncer explica porque indivíduos que pouco fumaram podem desenvolver câncer enquanto que outros que durante toda a vida foram tabagistas e etilistas pesados não desenvolvem a doença. Como não conseguimos ainda prever com segurança quem é mais suscetível, é melhor não arriscar. Evite fumar e ingerir bebidas alcoólicas em excesso.

Clínica Otoface OtofaceCopyright 2012
Todos os direitos reservados.